Tuesday, January 6, 2009

Google Earth ajuda a descobrir novas espécies; veja fotos

Cientistas encontraram diversas novas espécies de plantas e animais depois de descobrirem uma área inexplorada no norte do Moçambique com a ajuda da ferramenta de internet Google Earth.

O local foi encontrado quando pesquisadores do Jardim Botânico Real de Kew, na Inglaterra, observavam mapas retirados da ferramenta do Google em busca de uma área a mais de 1,6 mil metros acima do nível do mar para um projeto de conservação.

Foi então que eles identificaram uma vasta região inexplorada. O Monte Mabu, como é chamado o local, era conhecido apenas pela comunidade local dos vilarejos ao redor da região.

Uma equipe de 28 cientistas de seis países realizou uma expedição ao Monte Mabu para recolher, registrar e analisar as espécies da região.

Entre as novas espécies descobertas, eles identificaram camaleões pigmeus, borboletas, víboras, além de uma rara orquídea e diversas plantas exóticas.

A equipe recolheu mais de 500 amostras de plantas para análise.

"A fenomenal diversidade é muito impressionante", disse o cientista que liderou a expedição, Jonathan Timberlake.

Segundo ele, ainda há muitos locais como o Monte Mabu inexplorados ao redor do mundo.

No momento, os pesquisadores estão trabalhando com o governo de Moçambique para proteger a área descoberta e incentivar a sua conservação pela comunidade local.

Algumas espécies encontradas:












Na foto, uma das espécies de borboleta encontradas pelos pesquisadores.













Os camalões pigmeus também foram encontrados pelos cientistas no local, que fica a uma altitude de mais de 1,6 mil metros.













Essa víbora é uma das novas espécies encontradas durante a expedição de 28 cientistas de seis países na região.













Timberlake disse que o Jardim Botânico Real de Kew está trabalhando com o governo de Moçambique para proteger a área descoberta pelos cientistas e incentivar a conservação pela população local.












O líder da expedição, Jonathan Timberlake, disse que a biodiversidade do local é "extraordinária" e que ainda há muitos locais como o Monte Mabu ainda desconhecidos.

Friday, January 2, 2009

Aquecimento global faz maiores corais do mundo crescerem mais devagar

Desde 1990, crescimento caiu para pior nível dos últimos 400 anos.Mudanças na temperatura e na química do mar são prováveis culpadas.













A situação definitivamente não está boa para os recifes de coral, equivalentes marinhos das florestas tropicais em importância para a biodiversidade. Um estudo que acaba de ser publicado na revista "Science" por Glenn De'ath e seus colegas do Instituto Australiano de Ciências Marinhas mostra problemas sérios de crescimento em mais de 300 colônias do coral Porites, comum na Grande Barreira de Corais da Austrália. Desde 1990, o crescimento deles caiu 15% -- o pior nível dos últimos 400 anos.

A explicação mais provável, embora ainda não comprovada, envolve a ação do aquecimento global. É que, para aumentar seu esqueleto calcário, os corais precisam retirar minerais da água marinha. Com o mar mais quente e mais ácido, no entanto, graças ao aumento do gás carbônico dissolvido nele, esses minerais ficam menos disponíveis para o organismo dos corais. O processo é preocupante porque uma infinidade de sérios vivos depende da saúde dos recifes para continuar a existir.